Mesmo com o levantamento de que as urnas teriam sido fraudadas, o TRE desmentiu todos os boatos.
Registros de problemas nas urnas eletrônicas em seções eleitorais do DF levaram as coligações adversárias a se acusar de suspeita de fraude, embora isto não tenha sido confirmado por representantes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). Nenhuma urna foi impugnada por juízes responsáveis pela zonas onde as reclamações foram registradas.
Inclusive, uma das queixas foi feita pelo próprio ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Ao votar na tarde de ontem no Núcleo Bandeirante, alegou que a urna não apresentou a confirmação de seu voto. Enquanto registrava a reclamação na ata da seção, ele comentou que o equipamento não teria apresentado os rostos das candidaturas nas quais ele votou. “Quero absoluta correção”, decretou Roriz. Segundo a equipe da seção, o voto do ex-governador foi confirmado. “Três pessoas me ligaram do Paranoá relatando o mesmo problema”, comentou um dos integrantes da campanha de Weslian Roriz (PSC). A equipe jurídica da família Roriz disse que ainda não decidiu se vai entrar na Justiça para questionar o problema.
No Colégio Presbiteriano Mackenzie, no Lago Sul, por volta das 15h de ontem houve confusão quando um eleitor pediu que a seção fosse paralisada. Ao tentar votar, teria percebido que supostamente outra pessoa votara em seu lugar, segundo informou o supervisor do TRE. Assim que o eleitor foi informado da impossiblidade de efetuar novamente o voto, ele teria iniciado um tumulto e exigido que a urna fosse impugnada.
A juíza Valéria Motta Igrejas, responsável pela zona eleitoral da região, depois de analisar a ocorrência, decidiu não cancelar os votos efetuados para não prejudicar outros eleitores.